Há uma polêmica em torno do mundo acerca do conceito – já nem tão novo – Web 2.0.
O conceito foi introduzido por Tim O’Reilly dono da O’Reilly Media em 2004 para marcar uma nova fase em que vive a internet. Para Tim, “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”.
A polêmica está no simples fato de quem há quem considere a Web 2.0 uma jogada de marketing. Essas pessoas afirmam que o avanço da dinamicidade da web já era previsível e que, portanto, não justificaria um termo que a levasse para uma nova fase.
Polêmicas à parte, o fato é que o termo foi em sua maioria bem recebido. As linguagens de programa têm permitido que os websites ofereçam serviços bem mais interessantes e avançados que os de outrora. É possível montar uma rede social, utilizar versões de programas e até simuladores de sistemas operacionais online, montar listas de músicas preferidas, publicar artigos, conversar com os amigos, e muito mais. Uma imagem de origem desconhecida por mim, dá um belo exemplo do que é essa tal Web 2.0.
E para podemos explicar melhor o que esse termo representa, tomamos emprestado algumas respostas a perguntas feitas pelo Editor do Web2.0BR.com.br, para deixar mais claro o que as pessoas que trabalham com o conceito pensam.
- “Melhor aproveitamento da inteligência coletiva e do poder de processamento da máquina cliente. Poder às pessoas.”
Marco Gomes – co-criador do boo-box
- “A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo.”
Renato Shirakashi – criador do Rec6
- “Mudança ocorrida na vida dos usuários que com a banda larga passam mais tempo on-line e exercem massivamente o potencial interativo da Internet.”
Carlos Nepomuceno – autor do livro Conhecimento em Rede
- “Web 2.0 é um buzz word que define conteúdo gerado pelo usuário e com foco no compartilhamento de informações. Tudo regado a AJAX.”
Nando Vieira – criador do spesa
- “Web 2.0 é um novo paradigma na utilização e criação de web sites mais participativos e colaborativos.”
Fabio Seixas – criador do Camiseteria
- “Web 2.0 é o momento em que o mercado, por força dos usuários, voltou a dar importância para web depois do estouro da bolha.”
Paulo Rodrigo Teixeira – criador do 0BR
- “Web 2.0 é o termo usado para identificar uma nova forma de navegar pela internet e, conseqüentemente, de desenvolver aplicações orientadas à esta nova geração de internautas.”
Diego Polo – criador do linkk
- “Web 2.0 é como chamamos, depois de uma profunda análise histórica da web, um conjunto de práticas que ao longo dos anos provaram dar resultado.”
Gilberto Jr – criador do Outrolado
- “A Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.”
Frederick van Amstel – é mestrando em Tecnologia pela UTFPR e edita o blog Usabilidoido
- “O registro dos fluxos de conversação entre usuários e o registro destes fluxos ao redor de aplicações.”
Mauro Amaral – editor do CarreiraSolo.org
- “Ajax, redes sociais, CGM: as definições mais comuns pra Web 2.0, ou um jeito para se voltar a falar de internet? Para mim nada mudou, tudo evoluiu.”
Michel Lent – sócio-diretor da 10 Minutos
- “Web 2.0 é buzzword, é fato que a internet está sofrendo transformações, mas precisamos rotulá-la para que essas mudanças tenham validade? Pra maioria da população mundial, que ainda está offline, essa é a Web 1.0.”
Edney Souza – editor do blog Interney
- “Sinaliza uma fase na web onde se pratica a liberdade de falar e ser
ouvido. É uma consequência natural do desenvolvimento da internet.”
Vicente Tardin – editor do Webinsider
- “Web 2.0 usa a web como plataforma de socialização e interação entre usuários graças ao compartilhamento e criação conjunta de conteúdo.”
Guilherme Felitti – repórter do IDG Now! e mestrando em Web 2.0
- “Na web 2.0 não somos mais nômades caçadores-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.”
Rene de Paula Jr – projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog Roda e Avisa
- “Alguém ouviu falar em TV 2.0 quando as transmissões passaram a ser coloridas ou via satélite?”
Marcelo Sant’Iago – presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.