Por Thiago Sales em Esporte | | 16 de out de 2008

Qualquer equipe, seja no mundo dos negócios, seja nos esportes ou nas universidades, por melhor que seja, precisa de paz para externar todo o seu potencial.
E no futebol não pode ser diferente.
Não adianta arremessar um grupo de jogadores de ponta dentro de uma arena para serem hostilizados por um bando de baderneiros cariocas que saíram de casa mais para ver uma encenação da novela das oito do que uma partida de futebol.
É pura imbecilidade tratar os jogadores da nossa Seleção Brasileira como se fossem os atletas do Flamengo e do Corinthiãs, em quem todo mundo se acha no direito de jogar pedras ou plantar bombas nas respectivas concentrações.
Seleção é diferente, amigo.
Lá, ninguém está jogando à força, obrigado.
Lá, os jogadores não recebem nem ao menos um tostão.
Lá, eles não são os nossos empregados.
Lá, eles estão atendendo a uma convocação para defender as cores do país e o fazem de total boa vontade, correndo, se empenhando e se doando ao máximo.
Está bem certo que a vaia é a única forma de expressão do torcedor, e que esculhambar o Dunga (ou qualquer outro técnico da seleção) já virou “mania nacional”, para usar o jargão dos imbecis.
Mas vaiar Robinho – o artilheiro da equipe, que nunca pediu dispensa, que se indispôs com o Real Madrid por Ter sido vetado para as Olimpíadas, que veste aquela camisa amarela com toda a raça e boa vontade do mundo – é demais.
Mas tudo isso tem um sentido, serve para nos lembrar onde realmente estamos: no país onde tudo é meio torto e a galhofa é a única e melancólica forma de reivindicação.
E todo jogo é a mesma coisa:
Eis o patético urro alegre de um povo triste.

Mais um fracasso!
Mais uma vez, o tão sonhado espetáculo não veio.
Mais uma vez – a terceira consecutiva – “nossos” craques não conseguiram fazer nem um golzinho sequer.
Mais uma vez, o técnico Dunga veio absolutamente guarnecido na defesa, como se enfrentasse a Alemanha em Berlim, em vez da Colômbia no Rio.
Mais uma vez, o tão esperado espetáculo da torcida carioca se resumiu a uma desinteressada vaia, fenômeno já muito conhecido deste país onde o errado vira certo porque está tudo errado mesmo…
Mais uma vez a história se repetiu.
Mais um empate dentro de casa.
Mais uma péssima atuação da equipe.
Mais uma melancólica, débil, ébria vaia de torcedores igualmente tristes e sem brio.
E ainda dizem que a história não se repete!
Por Thiago Sales em Esporte | | 13 de out de 2008
O espanhol Fernando Alonso é mesmo uma fera no volante.
Contando com um carro péssimo – que agora vem se desenvolvendo graças ao trabalho do bicampeão do mundo junto aos engenheiros e mecânicos da equipe – Alonso vem marcando pontos em muitas corridas e, cada vez mais, vem conquistando vitórias nessa temporada 2008 da Fórmula 1.
Para se Ter uma idéia, o piloto espanhol já marcou 48 pontos, apenas dois a menos que H. Kovalainen da McLaren, e 30 a mais que o companheiro de equipe Nelson Ângelo Piquet.
E não é só isso, com esta vitória no Japão, Alonso chega ao topo do pódio pela Segunda vez na temporada, ultrapassando nomes como Robert Kubica – que ainda está na briga pelo título – H. Kovalainen e Nick Heidfeld, e se igualando a Kimi Raikkonen, que também tem duas vitórias este ano.
Se continuar nesta evolução junto com a equipe, é bem possível que Fernando Alonso esteja novamente no topo do mundo da Formula 1 no próximo ano.
Mas as possibilidades são muitas…

Por Thiago Sales em Esporte | | 13 de out de 2008
A “MALDIÇÃO” DO MARACA:
Desde o início deste Campeonato Brasileiro 2008, quando o Flamengo perdeu aquela fatídica partida para o América do México – na despedida de Joel Santana – ficou muito claro que o Mengo não é mais uma equipe de chegada.
Eis uma verdade tão real quanto a afirmação de que jogar no Maracanã não é mais jogar dentro de casa – tanto para o Flamengo quanto para qualquer equipe carioca, entrando para esta lista até a nossa seleção brasileira, que por diversas vezes, já sentiu a ira dos “bem educados” espectadores.
E voçê, amigo leitor, há de convir que não é mesmo fácil jogar em meio a 80 mil torcedores fanáticos, capazes até mesmo de plantar bombas na concentração e ameaçar a família dos jogadores, comissão técnica e diretoria – como, inclusive, já ocorreu nesta temporada.
Após perder para o Atlético-MG por 3 a 0 dentro de casa, resta ao Fla ”apenas” a briga por uma vaga na Libertadores. Já para a torcida rubro-negra, resta ainda uma última missão: a de restabelecer a paz na Gávea para que a equipe tenha forças para chegar até o fim da competição ainda no páreo.
As duas coisas são plenamente possíveis.
Por Thiago Sales em Esporte | | 13 de out de 2008
A cada corrida fica mais claro que realmente existe algo de podre no circo da Fórmula 1.
Dessa vez, Hamilton foi punido pela comissão de prova por Ter “forçado demais” na primeira curva, logo depois da largada, sobre o piloto da Ferrari Kimi Raikkonen, que para não bater, teve que diminuir a velocidade e sair um pouco da pista.
A manobra certamente não foi das mais sutis, mas tampouco era passível de punição.
Mas isto não foi o pior.
Algum tempo depois, o próprio Lewis Hamilton foi tocado por Felipe Massa no meio de uma chicane e rodou, ficando atravessado na pista e perdendo muito tempo na manobra de retorno.
O problema é que na hora de punir os dois pilotos, a comissão de prova decidiu pela mesma pena: o drive through, ou seja, apenas uma passagem por dentro dos boxes, sem parada.
Agora pensem bem, amigos leitores, patriotismo à parte, é possível que dois pilotos que tenham cometido infrações de intensidade e consequências tão diferentes recebam a mesma punição?
Defender a posição de uma forma agressiva é tão sério quanto bater em um companheiro na tentativa de tirá-lo da prova?
É certo que não!
Mas o fato é que, manipulações à parte, Felipe Massa fez uma prova muito competente e descontou mais dois pontinhos na vantagem que Lewis Hamilton ainda mantém com muita dificuldade.
Faltam apenas duas provas para o fim da temporada e as corridas tem tudo para pegar fogo, principalmente se contarmos com um ingrediente para lá de explosivo: a pequena distância em que se encontra o piloto da BMW, Robert Kubica, dos dois principais candidatos ao título.
Se Felipe e Hamilton continuarem a se estranhar dessa maneira, o excelente Kubica pode muito bem roubar a cena e vir a ser o campeão desta temporada 2008.
