Formigueiros

Theatro Municipal do Rio: Uma ‘caixa de jóias’


O tipo de obra ‘interminável’ mas que vale a espera. Após dois anos e meio de reforma, finalmente o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está pronto. E, diga-se de passagem, está um luxo só! Desde a águia, teto, letreiro até toda a parte interna  é folheada a ouro, trazendo de volta o glamour do início do século. Veja reportagem exibida no Jornal Nacional deste sábado no Jornal Nacional:

 

Um pouco da história

A atividade teatral era, na segunda metade do século XIX, muito intensa na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Ainda assim, a cidade não dispunha de uma sala de espetáculos que correspondesse plenamente a essa atividade e que estivesse à altura da capital do país. Os seus dois teatros, o de São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas suas instalações, quer pelo público, quer pelas companhias que neles atuavam.

Nesse contexto, realizou-se um concurso para a construção de um novo teatro, do qual saiu vitorioso o projeto de Francisco de Oliveira Passos (filho do então prefeito, Francisco Pereira Passos), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert, com um desenho inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier.

O edifício foi iniciado em 1905 sobre um alicerce de mil cento e oitenta estacas de madeira fincadas no lençol freático. Para decorar o edifício, foram chamados os mais importantes pintores e escultores da época, além de terem recrutado artesãos europeus para executar vitrais e mosaicos.

Finalmente, quatro anos e meio mais tarde, no dia 14 de julho de 1909, foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que tinha capacidade para 1.739 espectadores.

Em 1934, com a constatação de que o teatro estava pequeno para o tamanho da população da cidade, que tinha crescido muito, a capacidade da sala foi aumentada para 2.205 lugares. A obra, apesar de sua complexidade, foi realizada em três meses, tempo recorde para a época. Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número atual de 2.361 lugares.

Em 1975, em outubro, o Theatro foi fechado para obras de restauração e modernização de suas instalações e reaberto em março de 1978. No mesmo ano foi criada a Central Técnica de Produção, responsável por toda a execução dos espetáculos da casa.

Em 1996, iniciou-se a construção do edifício anexo. O objetivo foi desafogar o teatro dos ensaios para os espetáculos, que, com a atividade intensa da programação durante todo o ano, ficou pequeno para eles e, também, para abrigar condignamente os corpos artísticos. Com a inauguração do prédio, o Coro, a Orquestra e o Ballet ganharam novas salas de ensaio e bastante espaço para suas práticas artísticas.

No teatro, atualmente, são apresentados majoritariamente programas de dança e de música erudita. Em seus primórdios nele se apresentavam apenas companhias e orquestras estrangeiras – especialmente as italianas e francesas – até que, em 1931, foi criada a Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro.

O interior do teatro é tão luxuoso quanto as fachadas, com esculturas de Henrique Bernadelli e pinturas de Rodolfo Amoedo e Eliseu Visconti, este último responsável pelo majestoso Pano de Boca, pelo friso sobre o proscênio, pelo “plafond” (teto sobre a platéia) e pelas decorações do teto do “foyer”. O restaurante Assirius, no subsolo do teatro, tem a particularidade de ter uma decoração em estilo assírio.

Extraído de Wikipedia.

O Theatro será reinaugurado nesta quinta-feira (27) .




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