Formigueiros

Caso Uniban: Uma reflexão sobre valores


Já é do conhecimento de todos (senão de uma grande maioria) a polêmica acerca do caso da aluna de Turismo da Uniban, Geysa Arruda. Toda a polêmica se iniciou por conta de a referida aluna frequentar a Faculdade usando roupas curtas. No episódio, Geysa usava um vestido curto, vermelho e, para sua surpresa foi agredida verbalmente (quase que fisicamente) pelos alunos da instituição, só conseguindo sair de lá escoltada pela polícia, já que só os seguranças não conseguiram conter o tumulto causado por cerca de 600 alunos.

A polêmica sobre esse assunto se agravou ainda mais quando a instituição emitiu uma nota explicativa sobre os ‘abusos’ de Geysa, fazendo menção ao estrago que ela fazia ao ambiente educacional por usar roupas curtas. Enfim, sem entrar em maiores detalhes sobre o fato, mas como uma empresa que trabalha com educação apóia a agressão como forma de resolver problemas? Por que temos posicionamentos conservadores (por que não dizer inquisitores), quando na verdade somos um país de ‘liberais’? O que é educar? Quem são nossos educadores?

Tudo bem… Situações como esta podem incomodar, podem polemizar, pois fogem do tradicional, do convencional, do que as pessoas dizem ser ‘certo’. Mas e o livre arbítrio? E as livres escolhas? O direito de ir e vir? Será que temos que ser o que as pessoas nos obrigam a ser? Do contrário somos castigados, rotulados, agredidos…? Será que esta aluna estava querendo apenas mídia (como alguns afirmam)? Bom… Ela deve ter solicitado que alguém gravasse do celular então, e deve ter convocado 600 alunos a chamarem-na dos mais absurdos insultos. Bem estratégico (e sem lógica)! Enfim… Acho que vale uma boa reflexão sobre nossos valores e sobre os conceitos do que é educação (ou até mesmo respeito)… Abaixo, mais um vídeo demonstrando como os alunos da Uniban ‘defendem seu ambiente’, em outra situação, para que vocês possam tirar suas próprias conclusões:






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Categorias: Formigueiros,Sexualidade
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novembro 10, 2009 | Por Arteira | 2 Comentários

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2 Comentários to “Caso Uniban: Uma reflexão sobre valores”

  1. Almir Costa:

    Engraçado como a gente se preocupa com os outros, toda essa lambança com o caso da Garota Geysa que agora é celebridade. Isso é questão da nossa cultura que é cheia de preconceito, que critica se você usa gravata com camisa de mangas curtas ou meia branca e terno, ou ainda, se sua saia é curta demais. Tudo superficial, porque a gente não se preocupa quando jogamos lixo na rua, quando damos cheque sem fundo, quando não licenciamos nosso carro, quando ficamos tempo demais debaixo do chuveiro. Bem, essa é a nossa juventude. Parabéns universitários no nosso Brasil.

  2. Monny:

    Verdade verdadeira, mais fácil cuidar da vida dos outros que da própria vida e esse é o país capitalista que estamos alimentando, com pessoas que mal se conhecem, mas na falta do conhecimento, apontam o dedo pro outro. A maioria das pessoas não tem coragem de ficar fora de grupos, que pensam, vestem, falam, caminham, cheiram do mesmo jeito e isso é totalmente explicável, quando a pessoa não tem auto estima e nem autoconhecimento. Em geral as pessoas nunca se colocam no lugar das outras. Se realmente ali nessa instituição de ensino, os “pseudo” alunos, estivessem interessados em estudar, em diploma, em postura profissional, eles não teriam perdido tempo observando roupas, cabelos e acessórios … no final a gente sabe que a maioria não está interessada em estudar, e a outra parte entra no rolo mesmo que não saiba o motivo. Tem que ser muito trouxa pagar uma mensalidade, pra ficar sem ter aula por causa da roupa de alguém … os valores hoje em dia estão … aliás que valores né?! Ganham pedaços de papéis chamados diplomas, mas não sabem nem o que é princípio e valor. Vale mais emprego garantido que o respeito por si e pelo outro.
    Convenhamos a própria instituição de ensino, no primeiro momento optou pela expulsão (com medo de perder as mensalidades futuras), numa segunda opção (olha a instituição graças a Geyse ficou conhecida nacionalmente, saiu até nas principais revistas, jornais, tvs), então a instituição deveria ser grata até o fim da vida pelo acontecimento e sentir vergonha, por não se posicionar em relação a falta de educação dos seus próprios “filhos”, mas o importante é sempre o dinheiro !!! Quanto vale sua alma? Quanto vale sua família? Quanto vale sua saúde? Quer pagar quanto? Estamos a venda?
    Eu sou do seguinte pensamento, instituições, pessoas, tvs, que façam uso de má fé ou que estimulem a perda de valores, eu não apoio, não frequento, não assisto e não propago. Se cada um fizesse a sua parte, o Brasil seria mais limpo, livre e justo.

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