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Educação: Pichou tem que pintar!

Saiu na Globo.com e no Jornal Hoje: ‘Após pichar a escola, aluno é obrigado pela professora a pintar a parede’.  Eu particularmente acho que todo professor deve cumprir também papel de educador, o que não exime a obrigação dos pais em educar seus filhos, que muitas vezes protegem em excesso e não ensinam seus filhos a serem autônomos e assumirem as conseqüências de seus atos. A indignação da professora (e também vice-diretora da escola) se deu por conta de ter conseguido, a muito custo (oito meses de luta!), um investimento alto para pintar a escola em mutirão com pais, alunos e professores no feriado do Sete de Setembro e, em menos de um mês, seu aluno resolve pichar  e jogar todo o investimento e trabalho das pessoas da comunidade pelo ralo.  Talvez o que tenha faltado tenha sido uma conversa antes com os pais.

pichou

A grande polêmica, entretanto, foi uma gravação feita por um dos alunos presentes que mostrava imagens deste aluno (de apenas 14 anos) pintando o muro, e onde a professora dizia a ele: ‘Parece um bobo da corte, fazendo palhaçada, destruindo as coisas dos outros’, além de mandar o aluno tirar o boné. A mãe, revoltada, resolveu procurar seus direitos e afirma que o filho foi humilhado e que faz uma semana que o aluno não vai a aula, além de ter perdido três provas. O caso ocorreu em uma escola do Rio Grande do Sul e está sendo averiguado pela Secretaria de Educação do Estado. E então? Qual sua opinião? Você acha que a professora agiu corretamente ao punir o aluno? Qual seria a atitude correta neste caso? Situação complicada…

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setembro 22, 2009 | Por Arteira | 8 Comentários

8 Comentários to “Educação: Pichou tem que pintar!”

  1. Flávia Trindade:

    Como ex-professora,acho que agiu corretíssimo. Se todas as professoras agissem como ela, as escolas seriam bem melhor conservadas.E os pais? O que fizeram na educação desse filho? Deveriam ajudar a pintar sob obrigação sujeitos à pena de repressão.

  2. Cláudio Caldas:

    O que a mamãe desse bebê deseja, é que ponham a professora na cadeia e deem uma medalha ao seu bebê, pelo heróico gesto de pichar a escola e aliviá-lo do trauma sofrido pelo castigo injusto.
    Pobre Bebê, que gente injusta…bolas! Tadinho! Isso na minha terra se chama falta de laço!

  3. ALEXANDRINA CAVALCANTE:

    COMO EDUCADORA HÁ 21 ANOS EM ESCOLAS ESTADUAIS, CONCORDO PLENAMENTE COM A ATITUDE DA CARA COLEGA PROFESSORA,POIS HOJE ENFRENTAMOS SÉRIOS PROBLEMAS DE INDISCIPLINA NAS ESCOLAS, FALTA DE LIMITES DENTRE OUTROS FATORES QUE PREJUDICAM A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS.
    CABE SIM A ESCOLA COMPLEMENTAR A EDUCAÇÃO FAMILIAR …

  4. carmen:

    se fosse meu filho eu simplesmente agradeceria a professora! esta corretissimo a atitude dela1

  5. JOSE NEY SANTOS PASSOS:

    A PROFESSORA AGIU CORRETAMENTE, ESSA DE ALUNO FICAR CONSTRANGIDO É VIADAGEM DELE E TAMBEM DOS PAÍS QUE HOJE FICAM APOIANDO COISAS ERRADAS DOS FILHOS E É POR ISSO QUE ESTAMOS HOJE COM ALTO INDICE DE CRIMINALIDADE. POIS NO PASSADO TINHA ATÉ PALMATORIA E NINGUEM FICOU CONSTRANGIDO.
    ZERO PARA CONSELHO TUTELAR, QUE SÃO UM BANDO DE DESCUPADOS.UM MILHAO PARA A PROFESSORA.

  6. Claudeko:

    ALUNO, FILHO DE PROFESSORA

    Claudeci Ferreira de Andrade

    Uma mãe que também é professora, de cujo filho sou professor, disse-me a coordenadora que ela estava aterrorizada por medo de que eu pudesse estar marcando seu filho para a reprovação! Isso aconteceu pela terceira vez, pois ela mesma já tinha falado comigo. Na tal conversa, falei quem era seu filho na sala: um dos piores, em comportamento e aprendizagem. Eu não condeno essa mãe professora por alimentar tamanho medo. Apenas compreendo ternamente e procurei ganhar melhor a sua confiança com a verdade.

    Estou aprendendo muito com esse filho de professora. Já tive outros filhos de professor como aluno. Mas, eu os tinha sempre como exemplos de aluno, apesar do fato de que evidentemente eles nunca foram bons exemplos, tratavam-me com o mesmo descaso que provavelmente tratavam seus pais, pelo o motivo que eles sempre misturam os papéis: o professor na pele de mãe e a mãe na pele de professor. Mesmo que esse aluno basicamente se preocupasse comigo e com os colegas, não deixou de se colocar como fofoqueiro, inventando tantas mentiras para denegrir minha imagem perante sua mãe; sentia grande necessidade de ter cuidado de si mesmo. Não confia em professor algum.

    Não obstante, agora estou coagido a ceder a seus caprichos, ele levanta a hora que quer, não posso impedi-lo de ir ao banheiro, conversa à vontade, perturbando o bom andamento da aula, pois não posso repreendê-lo. E estou obrigado pelas circunstâncias a facilitar para que tire notas boas, tenho medo que interprete minha atitude de bom professor como marcação; conte à sua mãe, e ela venha correndo pela quarta vez à escola, e dessa vez fale com a diretora.

    Que visão acanhada! Como me dissesse que não é capaz de acompanhar os outros com a mesma competência. Eu não poderia admitir por fim que seja destruído, mas sua mãe não me deixa trabalhar melhor.

    Eu sei que condenando esse aluno, não estaria resolvendo o seu problema. Isto jamais resolve os problemas de alguém. Assim, o melhor que posso fazer é deixá-lo tranquilo, não o prejudicarei mais do que já estar e que descubra ao longo de sua vida escolar que tem diferença entre professores. Não sou de marcar aluno, afinal, não chamo a atenção de aluno algum que não seja para demonstrar maior cuidado.

    Agora estou condescendendo com esse aluno, por medo do que poderá acontecer à minha reputação e por se tratar de um filho de professora, perdi a confiança e o respeito dele. Sei que somente quando chegar a perceber que minha atitude anterior — antes de descobrir que ele é filho de professora — seria seu melhor caminho, totalmente adequado, vai lamentar, pois poderá ser tarde demais para que nossos temores finalmente sejam desfeitos.

  7. Patricia Mattos:

    É claro que a professora está certa. Agora estão querendo inverter os papéis, o bandido quer virar moço, isso é absurdo. Se a mãe desse sujeitinho tivesse dado educação e não fosse essa banana de pijama talvez seu filho não tivesse feito isso. Passa a mão na cabeça que daqui alguns anos ela estará na penitenciária defendendo seu menininho inocente.

  8. Marcos:

    Não vejo necessidade de chamá-lo de bobo da corte,mas em todos os aspectos concordo com a professora.
    O Estado executa muito mal a função de fornecer recursos às escolas, deveria ao menos apoiar a professora e, mais ainda, forçar à mãe a pagar a tinta usada pelo filho no vídeo.

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