Olimpiadas de Pequim: Brasil vence a Nova Zelândia

Comentar futebol é uma arte.
O sujeito olha para a equipe a ser estudada e procura encontrar seus pontos fortes e fracos, suas opções de jogada, esquema tático e preparo técnico. Enfim, tudo que pode lhe ajudar a dar uma declaração meio confusa e certamente ambígua como esta daqui.
E como não poderia ser diferente, esta é também a tônica dos discursos sobre a nossa seleção masculina de futebol.
Antes das olimpíadas, todo mundo falou muito que o time de Dunga era fraco como equipe porque era desorganizado e não tinha treinado direito. Porém, no tocante à parte individual seria um timaço, incrível e com um quadro de craques que não existe em nenhum outro grupo dos jogos olímpicos.
Pois, deste jeito, nós fechamos todas as possibilidades possíveis. Se o Brasil vence, acertamos pois dissemos que a equipe tem um grande potencial técnico, se perde, afirmamos que foi por causa da fraqueza tática e assim também acertamos.
Entretanto, como eu também sou comentarista e não posso fugir da minha condição, digo que nesta vitória por 5 a 0 sobre a estranha Nova Zelândia, o talento individual dos nossos craques brilhou mais uma vez sobrepondo de maneira farta o problema tático.
Digo também que este é o verdadeiro futebol brasileiro, confuso taticamente, desorganizado, curvo, estranho, indeciso, torto, individual. E direi ainda que esse negócio de obediência tática é coisa de europeu, e que a cara da nossa seleção é vencer na última hora, aos trancos e barrancos e sem favoritismo, tudo isso com a camisa amarela porque a azul dá azar.
E só pra terminar com mais um jargão:
Força Brasil!

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