Olimpíadas de Pequim: Brasil perde a final do futebol feminino para EUA

Como explicar o inexplicável?
É tolice, é perder tempo e gastar tinta tentar encontrar os motivos para esta derradeira derrota brasileira.
Está certo que o competente Jorge Barcellos errou ao substituir Daniela Alves – que não vinha bem – por Fabiana – que entrou ainda pior.
Está certo que o gramado estava molhado e dificultava o toque de bola por baixo, habilidoso, característica principal da nossa seleção.
Está bem certo que nossas jogadoras, apesar de estarem melhor preparadas fisicamente, cansaram na prorrogação.
Está tudo muito certo e poderíamos desperdiçar horas e horas aqui, em conjecturas quanto à influência de um ou outro fator, desde as condições materiais até as espirituais e psicológicas.
Entretanto, aposto que sairíamos daqui sem nenhuma explicação nem minimamente convincente, simplesmente porque esta explicação não existe.

No jogo de hoje, contra a seleção estadunidense, nossas meninas jogaram tudo o que podiam, correram, brigaram, driblaram, passaram, cruzaram…Fizeram de tudo, e com muita qualidade.
O problema é que a bola simplesmente não entrou. Hoje, não faltou equilíbrio, não faltou técnica, não faltou técnico, não faltou raça, não faltou nada mais que sorte. Não tenho dúvidas de que, com o futebol que jogamos hoje, a perda do título foi “apenas” um mero capricho do destino.
Mero nada, foi uma baita capricho mesmo.
É óbvio que não faltará quem apareça na imprensa para dizer que faltou isso ou sobrou aquilo, e que deveriamos Ter jogado de tal e tal modo. Fórmulas mágicas para mudar o que já passou.
Mas o fato é que a frase dita por Marta ao desperdiçar a última chance do jogo diz tudo:
- “O que é que eu fiz de errado”?
Nada Marta, explicar esta derrota, é explicar o inexplicável.

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