Olimpiadas de Pequim: Brasil e Alemanha empatam na estréia do futebol feminino

Empate.
Foi esse o resultado da reedição da final da Copa do Mundo de Futebol Feminino.
E não poderia mesmo ser outro, dada a excelente qualidade das duas equipes. Só não precisava ser zero a zero, com ambas as seleções desperdiçando ótimas chances de marcar.
Marta, sempre muito marcada, não conseguiu resolver a partida. Isso deixou à mostra uma séria fragilidade do nosso grupo: a dependência da seleção para com a melhor do mundo. Mas, mesmo com toda a atenção das duas equipes sobre ela, Marta ainda tirou coelhos da cartola e fez grandes jogadas que por pouco não resultaram em gol.

Agora, para as próximas partidas, o técnico Jorge Barcellos tem que dar um jeito de apresentar novas opções para a criação no meio-de-campo, para que todas as jogadas não dependam mais de Marta para serem concretizadas. Se não, a pobre continuará completamente marcada e a equipe brasileira permanecerá com dificuldades para jogar contra times fortes na marcação.
Esse tipo de problema não é incomum no futebol e a seleção masculina já cansou de passar por esta situação. Também o Lyon exibiu, durante algum tempo, o que foi apelidado de Juninho-dependência. Agora, o exemplo mais clássico foi o do histórico time do Barcelona, vencedor da Champions League, que dependia terrivelmente de Ronaldinho Gaúcho e teve que resolver, a duras penas, este problema para sagrar-se vencedor (tudo isso em uma época em que Messi ainda não era lá essas coisas).
Mas, neste momento, a missão de desvincular o setor criativo da nossa seleção do nome de Marta é Barcellos e esperamos que isso seja feito logo, pois a Alemanha está aí e, muito provavelmente, pintará novamente no caminho do Brasil ainda nestas Olimpíadas.
A seleção entrará novamente em campo no Sábado contra a Coréia do Norte, às 8:45h da manhã (horário de Brasília).

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