Bodega portuguesa

Não precisa gostar de futebol e nem ser especialista no assunto para ver que o Vasco vai mal neste brasileirão. E o pior é que não é de agora. Desde que perdeu Renato Gaúcho, ainda no meio do campeonato passado – quando da volta de Romário para a equipe que, à época, ocupava a terceira posição na tabela – que o clube da colina não consegue se estabilizar.
A convincente vitória de quatro a zero sobre o Sport fez renascer a esperança de bons ventos nas velas da Nau vascaína. Esperança frustrada pela péssima atuação da equipe contra o Goiás dentro de casa, onde o time jogou mal, conseguindo um sofrido empate somente no segundo tempo.

E não adianta culpar o treinador, o presidente Roberto Dinamite ou o juiz da partida. O time é que simplesmente não funcionou, ou melhor, não tem funcionado.
Não se sabe se por falta de auto-estima ou por problemas com os reflexos da tumultuada vida política da diretoria, a equipe não tem conseguido apresentar um futebol nem ao menos razoável neste campeonato.
E mais, o que não podemos deixar de lembrar é que toda esta situação foi criada muito tempo atrás, quando o ex-presidente Eurico Miranda deixou escapar o excelente trabalho feito pelo então técnico do Vasco, Renato Gaúcho. E tudo isso para que Romário, a quem o clube deve vultosas quantias em dinheiro, voltasse a atuar na equipe em condições indignas.

O fato é que não há paz em São Januário.
Do ano passado para cá foram quantas as polêmicas envolvendo o Vasco da Gama?
Desde os problemas com Romário, houveram as saídas de Renato Gaúcho, Conca e Leandro Amaral. Houve, também, problemas com Moraes, que queria (e ainda quer) deixar o clube, além da complicada eleição de Roberto Dinamite e das inúmeras pendengas dizendo respeito à aposentadoria de Edmundo.
É muita coisa!
Resta agora, à Antônio Lopes, recolher os retalhos e reorganizar a casa para que a Cruz de Malta possa voltar a brilhar em São Januário.

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