Peugeot 207 “Brasil”: o consumidor brasileiro mais uma vez passado para trás

Nos próximos meses, começarão as vendas do Peugeot 207 “Brasil“. E mais uma vez o brasileiro vai sentir o (des)gosto de ser tratado como cidadão de segunda.
Tratado com muita pompa e circunstância pela fábrica, o novo 207 “Brasil“, que substitui depois de 7 anos no mercado o 206, nada mais é que uma reestilização da frente e do painel do 206, sem nenhuma modificação importante na parte mecânica, permanecendo inclusive os motores “flex” de 1,4 e 1,6 litros.
Ou seja, a fábrica maquiou um projeto de 11 anos de idade, mudou o nome e chama de nova geração, enganando os consumidores menos informados, que acreditam estar adquirindo um produto em sintonia com o que é vendido no 1º. mundo. Basta conferir nas imagens como isso não é verdade:

Agora uma olhadinha na traseira:

Parece que a Peugeot, embora novata, aprendeu o que há de pior na indústria automotiva brasileira: oferecer produtos “de acordo com as condições brasileiras”, frase que pode ser entendida como “abaixo dos padrões de segurança e tecnologia oferecida nos países desenvolvidos”.
O pior dessa história é constatar que o 207 de verdade é um carro perfeitamente viável de ser feito aqui no Mercosul. Mais bem-equipado, espaçoso e com dirigibilidade melhorada, teria tudo para se colocar em posição de destaque no mercado nacional, ao lado do Fiat Punto e Volkswagen Polo, ambos vendidos por aqui em sintonia com suas versões européias.
Por enquanto, temos de nos contentar com essa versão, torcendo para que as inevitáveis críticas cheguem aos ouvidos dos executivos do Grupo PSA e eles pensem 2 vezes antes de empurrar goela abaixo “novas gerações”, que de novas não tem quase nada.


Em tempo: o 207 francês já começou a ser vendido na Argentina, nas versões conversível e esportiva.
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julho 28th, 2009 em 11:12 pm
Boa observacao, nao tinha percebido esse vexame da Peugeot!
setembro 8th, 2009 em 10:20 am
Esse projeto é uma total vergonha, adaptações são sempre bem vindas, pioras não deveriam ser aceitas, talvez por isso as quedas nas vendas da montadora…