Formigueiros

E Dunga chorou…



Dunga

Ontem à noite, no quadro Leitura Labial, do Fantástico, pudemos adentrar ao maravilhoso mundo dos bastidores de um jogo oficial. E não era um jogo qualquer, era jogo do Brasil, decisivo, tenso, nervoso. Vínhamos de uma derrota humilhante para o Paraguai e todas as câmeras link externo estavam atentas para registrar a queda ou a consagração.

Pela TV link externo, confortáveis, vimos umas seleção desarrumada, com visíveis problemas de comunicação, comissão técnica e jogadores não parecendo falar a mesma língua.

Flagramos Dunga falando que não confiava em Júlio Baptista para comandar o meio criativo da seleção. Flagramos ele confundindo jogadores Argentinos. Comprovamos que ele não sabia o que fazer diante do mal funcionamento da equipe.

O vídeo link externo nos mostrou o que a maioria já sabia: Dunga não tem experiência, entendimento ou cacife para ocupar um cargo tão importante.

O que vimos na TV, quando Dunga era vaiado por um Mineirão lotado que reivindicava sua saída, foi um técnico confuso, tomando decisões esquisitas – como a saída de Diego para a entrada de Daniel Alves – e fazendo substituições inócuas, como a troca de Adriano por Luís Fabiano.

Sim, o técnico errou e todos viram.

Mas o que ninguém escolheu ver, foi que Dunga chorou quando começaram a chamá-lo de burro. Impotente, diante de um time que não consegue se organizar, ele segurou as lágrimas o quanto pode e saiu do gramado cabisbaixo.

Dunga não merece ser esmagado por esse linchamento moral. Logo ele, símbolo da raça e garra que tanto nos faltou durante a Copa da Alemanha.

Dunga merece o mínimo de crédito. Diferentemente de inúmeros outros técnicos que já passaram pela nossa seleção, ele conseguiu conquistar uma Copa América com um time fragmentado, sem Kaká e Ronaldinho, que pediram dispensa para tirar férias.

Certamente, ele não é o melhor técnico do Brasil e, nem de longe, é capaz de superar nomes como Vanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho, Cuca e Renato Gaúcho.

Bons técnicos, temos aos montes! E é justo que  a torcida se manifeste pela saída de um que não vem conseguindo resultados, nem ao menos, razoáveis nas eliminatórias.

Mas daí a vaiar o capitão do tetra, que sempre defendeu honrosamente nossas cores, até levá-lo às lágrimas é demais. Se quiserem vaiar alguém, vaiem o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Reclamar do desempenho da seleção para o Dunga é pedir satisfações para o trocador do ônibus quanto ao preço da passagem. Talvez ele mereça mesmo ser substituído por outro melhor, mas isso não cabe à ele decidir.



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Categorias: Esporte
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junho 23, 2008 | Por Thiago | Comente
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