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E a Laranja amarelou…

russos comemoram

Quando me sentei em frente à TV, nesta tarde de Sábado, já dava como certa a vitória holandesa. E eu não era o único. Comentaristas, torcida e até mesmo os próprios atletas pareciam Ter a certeza de que a Laranja Mecânica, renascida da história, atropelaria a jovem equipe Russa.

Quando o jogo começou, ambos os times partiram para o ataque fazendo um belo exercício de futebol. A Rússia tocava a bola e mandava “mísseis” de fora da área dando muito trabalho para Van Der Sar, enquanto que a Holanda buscava, nas jogadas rápidas pelas laterais, surpreender os adversários. À medida que a partida ia esquentando, os Russos foram melhorando e todos começaram a se perguntar o que estava acontecendo com a seleção holandesa, que parecia nervosa e perdia facilmente a bola em jogadas confusas.

holanda e russia

Onde estaria o recital holandês que todos esperavam?

O segundo tempo trouxe a resposta. Jogando um bom futebol de toque-de-bola refinado, a Rússia pressionou a seleção adversária até abrir o placar aos 11 minutos com Pavluchenko. Os holandeses sentiram o golpe e o favoritismo transformou-se em ansiedade.

Entretanto, a postura dos russos também mudou e o time recuou, abrindo espaço para os cruzamentos na área. E foi em uma dessas jogadas que Van Nisterooy cabeceou para levar a partida para a prorrogação.

nisterooy comemora

A Rússia dominou a prorrogação e envolveu a seleção adversária em um toque de bola muito dinâmico, o que fez a “Laranja” desesperar-se, acentuando seu desgaste físico. Já muito cansado, o time de Marco Van Basten cedeu ao excelente preparo dos russos que em rápida jogada de Arshavin, pela linha de fundo, marcaram com Torbinski.

Arshavin ainda fez o seu, aproveitando-se do atordoamento dos holandeses, ao bater por baixo das pernas de Van Der Sar fazendo 3 a 1.

Aparentemente o excelente trabalho tático do técnico da seleção russa, Guus Hiddink, neutralizou as velozes jogadas laterais que sempre foram a “marca registrada” da seleção holandesa. Talvez o fato de Hiddink ser holandês e conhecer, de perto, as características do futebol do seu país, tenha facilitado o trabalho de seus comandados.

O fato é que a Rússia jogou melhor e, se não abriu vantagem maior, foi devido à péssima pontaria de seus atacantes.

gus hiddink

Ficha técnica:

Van der Sar, Boulahrouz (Heitinga), Ooijer, Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong, Engelaar (Afellay), Kuyt (Van Persie), Van der Vaart e Sneijder; Van Nistelrooy. Técnico: Marco van Basten.

Akinfeev, Anyukov, Iganshevich, Kolodin e Zhirkov; Semak, Zyryanov, Semshov (Bilyaletdinov) e Saenko (Torbinski); Arshavin e Pavlyuchenko (Sychev). Técnico: Guus Hiddink.

Gols: Pavlyuchenko, aos 11; Van Nistelrooy, aos 41 minutos do segundo tempo; Torbinski, aos 7, e Arshavin, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Estádio: St. Jakob Park, em Basiléia (SUI). Data: 21/06/2008. Árbitro: Lubos Michel (SVK). Auxiliares: Roman Slysko (SVK) e Martin Balko (SVK).

 

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junho 21, 2008 | Por Thiago | Comente

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